Após a vitória avassaladora por 6 a 0 sobre a Bolívia em Quito, Arthur Elias não só celebrou o desempenho da equipe como também fez um alerta: o Brasil cresce e reclama.
Evolução técnica em campo
Desde a estreia contra a Venezuela (2 a 0), o time mostrou evolução. A goleada refletiu domínio (77% de posse, 27 finalizações e 13 chances claras) com a Bolívia sem chutar ao gol. Arthur destacou melhorias nos passess e desempenho coletivo, mas frisou que sempre há o que melhorar, mesmo em vitória massiva .
Ele ressaltou também a persistência do grupo em campo, destacando a capacidade de aprender durante o jogo, lutar até o fim e criar condições para reviravoltas futuras.
Desafios da estrutura da competição
Arthur não poupa: criticou a limitação de aquecimento, a cartolagem da Conmebol e a arbitragem sem VAR. Segundo ele, jogar sem aquecer sacrifica a performance física: “não podemos nem aquecer reservas”.
Após o jogo com a Bolívia, as jogadoras e o técnico criticaram a organização e o ambiente apertado de aquecimento, com Ary Borges classificando a situação como “ridícula”. Arthur disse que houve dois gols anulados injustamente e que o tempo em campo foi muito curto (apenas 32% de jogo ativo no 2º tempo, contra recomendação de 60%).
Equilíbrio entre dominância e cobrança
O técnico encontrou o balanço entre celebrar e manter humildade. Ele salientou a “responsabilidade de vencer” – já que o Brasil é favorito e atual tetra, com o nono título no radar – e lembrando que a altitude de Quito exige adaptação física e técnica.
Olhando pra frente
-
Adaptação: altitude e bola mais rápida em Quito exigem ajustes.
-
Críticas externas: continuidade nas cobranças à Conmebol pela organização.
-
Ambição tática: Arthur planeja intensificar criação e fluidez com treinos focados
Conclusão
Na minha opinião, a atuação da Seleção Brasileira contra a Bolívia foi, sem exagero, um dos melhores exemplos de domínio técnico e tático que a gente viu nos últimos tempos. O time não só controlou o jogo com mais de 70% de posse de bola, mas também soube transformar esse controle em objetividade: foram 27 finalizações e 13 chances claras. Isso mostra que o time sabe o que quer em campo — não fica apenas tocando de lado, busca o gol o tempo inteiro.
Taticamente, o Brasil foi impecável. Pressionou alto, forçou erro das adversárias, soube ocupar os espaços e impedir que a Bolívia respirasse. Nem um chute no gol o adversário conseguiu dar. E mesmo com uma vantagem tão grande no placar, o time não relaxou, continuou correndo, marcando, finalizando. Isso diz muito sobre a mentalidade do grupo.
Gostei muito também das movimentações ofensivas, da troca rápida de passes e do entendimento coletivo entre meio e ataque. A Kerolin foi destaque, claro, mas o que me chamou atenção foi o conjunto — o time soube se adaptar ao clima, à altitude, e não perdeu intensidade em momento algum.
É esse tipo de postura que faz uma seleção ser campeã. Não é só talento individual — que temos de sobra — mas é compromisso, leitura de jogo, e entrega do começo ao fim. E ver tudo isso acontecer numa fase ainda inicial da Copa América me enche de expectativa para o que vem pela frente. Se mantiverem essa pegada, o nono título está mais do que possível. Está no caminho certo.
Studio Mix Esportes