

Em uma das atuações mais emocionantes da história do basquete universitário brasileiro, a Seleção Masculina Universitária do Brasil conquistou neste sábado (26) a medalha de ouro na Universíade 2025, disputada na região de Rhine-Ruhr, na Alemanha. O título veio após uma virada espetacular sobre os Estados Unidos por 94 a 88, em partida que só foi decidida na prorrogação.
O Brasil esteve 26 pontos atrás no placar durante o terceiro quarto, mas não desistiu e buscou uma recuperação improvável. Com a vitória, a seleção universitária garantiu seu segundo título na competição. O primeiro havia sido em 1963, em Porto Alegre.
O Brasil começou bem a partida, vencendo o primeiro quarto por 20 a 17. No entanto, os americanos reagiram com força nos dois períodos seguintes. No segundo quarto, dominaram por 26 a 9 e foram ao intervalo com 43 a 29 no placar. No terceiro, chegaram a abrir 26 pontos de vantagem e terminaram o período com larga liderança: 67 a 45.
Com pouco mais de cinco minutos para o fim do último quarto, os Estados Unidos venciam por 76 a 57. Foi então que o improvável começou a acontecer. A seleção brasileira reagiu com intensidade, defesa ajustada e bolas decisivas. A igualdade no placar veio a cinco segundos do fim, com uma cesta de três pontos de Reynan Gabriel: 80 a 80.
A prorrogação foi dominada pelos brasileiros, que fecharam o tempo extra com 14 a 8 no placar, selando a virada heroica por 94 a 88.
O armador Adyel Borges foi o cestinha da partida, com 25 pontos, e liderou a equipe na arrancada final. Reynan Gabriel, autor da bola de três que forçou a prorrogação, anotou 18 pontos. Zu Júnior também teve atuação destacada, contribuindo com 16 pontos.
Ao final do jogo, Adyel exaltou a união do grupo:
“Sabíamos que ainda dava para buscar. Não desistimos em momento algum. Nosso time é muito unido e mereceu essa vitória. Vamos agradecer a Deus e festejar muito esse título”, disse o armador.
Com o ouro em 2025, o Brasil chega a seis medalhas na história do basquete masculino da Universíade: dois ouros (1963 e 2025), uma prata (2023) e três bronzes (1967, 1973 e 1997).
A campanha deste ano foi marcada por superação, espírito coletivo e uma atuação histórica na final diante da poderosa equipe dos Estados Unidos, que chegou à decisão invicta e era apontada como grande favorita.
Jogadores:
Adyel Borges (UNICESUMAR-RJ / FEURJ)
Reynan Gabriel (UNICESUMAR-RJ / FEURJ)
Zu Júnior (UNICESUMAR-SP / FUPE)
Agapy Santos, Anderson Barbosa, Bruno Cardoso, Gabriel Campos, Gabriel Novaes, Rafael Rachel, Yuri Neptune (todos da UNICESUMAR-RJ / FEURJ)
Matheus Buiu (UFBRA-SP / FUPE)
Leonardo Colimério (QUC-EUA)
Comissão técnica:
Fernando José de Oliveira Pereira (Técnico)
Fabrício Freire Rocha (Auxiliar Técnico)
Paulo Alberto de Paula (Preparador Físico)
A conquista do Brasil na Universíade 2025 entra para a galeria dos grandes momentos do esporte universitário nacional. Diante de um adversário tradicional, com atletas de alto nível, a equipe brasileira mostrou raça, resiliência e qualidade técnica para alcançar o lugar mais alto do pódio — após mais de seis décadas.
A medalha de ouro é, mais do que um troféu, a recompensa por acreditar até o fim.