

O Gre-Nal 448 deixou marcas profundas no Internacional. A derrota por 3 a 2 para o Grêmio, neste domingo (21), no Beira-Rio, pela 24ª rodada do Brasileirão, não foi apenas mais um tropeço na temporada. O resultado custou o cargo de Roger Machado, que não resistiu à pressão e foi demitido horas depois do clássico.
O anúncio veio pelas redes sociais do clube, em um comunicado curto e direto: Roger e toda sua comissão técnica estão desligados do Internacional. A queda já era um fantasma que rondava o Beira-Rio, mas a forma como ela se concretizou — em um clássico, com virada sofrida diante do maior rival, dentro de casa — escancarou a insatisfação da direção e da torcida.
Roger Machado deixa o cargo com números modestos. Em 25 jogos oficiais, conquistou 10 vitórias, 7 empates e 8 derrotas. O aproveitamento de pouco mais de 47% não foi suficiente para segurar a pressão de um clube que mira vaga na Libertadores e que conviveu, sob seu comando, com oscilações em momentos decisivos.
O estopim foi mesmo o Gre-Nal. O Inter chegou a estar duas vezes na frente no placar, mas viu o Grêmio buscar a virada nos minutos finais, em um Beira-Rio lotado. A frustração da torcida se transformou em vaias e protestos ainda durante a partida, e o clima de instabilidade tomou conta do vestiário colorado.
Nos bastidores, a diretoria já estudava alternativas. A derrota para o rival apenas acelerou o processo. Nomes começam a circular como possíveis substitutos, mas, por ora, quem deve comandar a equipe interinamente é o técnico do sub-20, até que uma nova definição seja tomada.
A saída de Roger também reflete um ciclo que parecia não decolar. Apesar do discurso de valorização da base e da tentativa de construir uma equipe competitiva, faltaram resultados e consistência. Para um clube que busca voltar a ser protagonista, a paciência se esgotou no pior cenário possível: a dor de perder para o maior rival.
Agora, o Inter tem pela frente o desafio de reagir rápido. Com o Brasileirão entrando em sua reta final, cada ponto perdido pode custar caro. A direção precisa agir com cautela, mas também com firmeza, para evitar que a turbulência se transforme em crise prolongada.
O domingo, que começou com expectativa de redenção no clássico, terminou com gosto amargo no Beira-Rio. A queda de Roger Machado entra para a história como mais um capítulo de uma temporada marcada por instabilidade — e que ainda promete fortes emoções até o apito final do campeonato.