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CBF reformula calendário do futebol masculino: menos datas para grandes clubes, mais oportunidades para todo o país

Novo modelo, que vai de 2026 a 2029, reduz jogos de Série A, amplia competições regionais e democratiza calendário nacional

Publicada em 02/10/25 às 13:23h - 48 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: Rafael RIbeiro/CBF)

Na manhã desta quarta-feira (30), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma profunda reformulação do calendário do futebol profissional masculino, com validade de 2026 a 2029. O evento aconteceu na sede da entidade, no Rio de Janeiro, e contou com a participação do presidente da CBF, Samir Xaud, e do diretor de Competições, Julio Avellar, que detalharam as mudanças.

O objetivo central da reformulação é equilibrar a carga de jogos, reduzir o excesso de partidas para clubes da Série A e criar mais oportunidades para equipes das divisões de acesso e federações estaduais menores. Além disso, a medida visa dar mais previsibilidade e qualidade às competições, estimular investimentos e valorizar os produtos da CBF.

“Times que passavam meses inativos após seus Estaduais agora terão competições nacionais para jogar. É uma mudança importante e necessária”, destacou Avellar.

Principais mudanças do calendário 2026-2029

Estaduais mais enxutos

  • Os campeonatos estaduais terão 11 datas, reduzindo o excesso de partidas dos clubes grandes, sem alterar a duração total (11 de janeiro a 8 de março).

  • O foco será na valorização técnica e no equilíbrio financeiro de clubes menores, que terão menos gastos e menos desgaste físico.

Copa do Brasil expandida

  • A Copa do Brasil passará de 92 para 126 clubes em 2026, com os 20 clubes da Série A entrando na 5ª fase, garantindo mais descanso e preparação.

  • As fases iniciais serão disputadas em partida única, enquanto as oitavas, quartas e semifinais seguirão em ida e volta.

  • A final será decidida em jogo único, encerrando o calendário nacional em 6 de dezembro.

  • Em 2027, a competição contará com 128 clubes, incluindo os campeões das novas Copas regionais (Norte, Centro-Oeste e Sul-Sudeste).

Séries A e B

  • A Série A será disputada de 28 de janeiro a 2 de dezembro, praticamente o ano inteiro, com manutenção do formato atual.

  • Durante a Copa do Mundo masculina, a competição será paralisada, respeitando o calendário internacional.

  • Clubes que disputam competições continentais não participarão de torneios regionais, evitando sobrecarga.

  • A Série B terá início em 21 de março e término em 28 de novembro, começando duas semanas após o fim dos Estaduais.

Séries C e D: inclusão e expansão

  • A Série C começará em 5 de abril e terminará em 25 de outubro, com 20 clubes em 2026.

  • A Série D será expandida de 64 para 96 clubes, garantindo maior inclusão nacional.

  • O campeão da Série C e D garante vaga na 3ª fase da Copa do Brasil.

  • A Série C terá aumento gradual de clubes até 28 em 2028, enquanto a Série D manterá playoffs para definir acesso à Série C.

Competições regionais e novas copas

  • Nova Copa Sul-Sudeste: 12 clubes, 42 partidas, entre 25 de março e 7 de junho, com finalistas garantindo vaga na Copa do Brasil de 2027.

  • Copa Verde reformulada, reunindo vencedores da Copa Norte e Centro-Oeste, com 70 partidas e campeões garantindo vaga na 3ª fase da Copa do Brasil.

  • Copa Nordeste ampliada para 20 clubes e 10 datas, mantendo clássicos regionais e com campeão garantindo vaga na 3ª fase da Copa do Brasil.

  • Torneios regionais terão calendário próprio, sem sobreposição aos estaduais.

Impactos esperados

  • Redução de até 15% das partidas por temporada para clubes da Série A.

  • Aumento de 26% nos clubes com calendário nacional garantido.

  • Criação de 82 novas vagas em competições organizadas pela CBF.

  • Investimento em competições estimado em R$ 1,3 bilhão.

  • 11% mais jogos organizados pela CBF.

  • Participação das 27 federações estaduais em competições regionais.

Em 2024, o Brasil tinha clubes com sobrecarga de jogos: os 20 da Série A disputaram, em média, 67,4 partidas, enquanto muitos times do interior ficavam meses sem jogar. O novo calendário promete equilibrar essa discrepância e tornar o futebol nacional mais justo e competitivo.

Um passo ousado para o futuro

A reformulação do calendário brasileiro é a maior em décadas, buscando conciliar tradição e modernidade, competição e descanso, além de democratizar o acesso a torneios nacionais e regionais. A expectativa é que 2026, mesmo sendo um ano de transição, já mostre sinais de um futebol mais organizado, justo e sustentável, fortalecendo clubes, federações e torcedores de todo o país.

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