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Maria Clara Pacheco encerra jejum de 20 anos e recoloca o Brasil no topo do Taekwondo Mundial

Jovem atleta conquista o ouro em Wuxi, na China, e revive o feito histórico de Natália Falavigna em 2005

Publicada em 27/10/25 às 11:15h - 37 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: Publicação X - SportTv)

O taekwondo brasileiro voltou a sorrir em grande estilo. Vinte anos após o ouro de Natália Falavigna no Mundial de Madrid, em 2005, o Brasil voltou ao lugar mais alto do pódio. A responsável pela façanha foi Maria Clara Pacheco, de apenas 22 anos, que venceu a coreana Yu-Jin Kim, campeã olímpica, na decisão do Mundial de Wuxi, na China, nesta sexta-feira, 24 de outubro de 2025.

A vitória encerra um jejum que já durava duas décadas e marca o início de uma nova era para o esporte no país. A conquista foi acompanhada de perto pela própria Natália Falavigna, hoje gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que vibrou com a nova campeã mundial.

“Estou muito orgulhosa, acredito que não só eu, mas todo o time brasileiro e quem estava assistindo. Tenho certeza que o título está em excelentes pés (risos)”, declarou Falavigna, emocionada após o combate.

Consistência e amadurecimento em um ano perfeito

O ouro em Wuxi coroou uma temporada impecável de Maria Clara, que chegou ao Mundial embalada por uma sequência de conquistas expressivas. Em 2025, ela venceu as etapas do Grand Prix de Charlotte (EUA) e Muju (Coreia do Sul), conquistou o título da Universíade e também o da President’s Cup das Américas.

Antes do embarque para a China, a seleção brasileira realizou um período de treinamentos intensivos no Centro de Treinamento do COB, no Rio de Janeiro. O trabalho deu resultado. Desde as primeiras lutas do Mundial, Maria Clara demonstrou maturidade, domínio técnico e controle emocional — características que a destacaram em meio a um torneio tradicionalmente dominado por coreanas, chinesas e europeias.

Na grande final, contra Yu-Jin Kim, a brasileira mostrou concentração e frieza. No primeiro round, equilibrou o combate e empatou em 2 a 2, levando vantagem nos critérios técnicos. No segundo, tomou o controle da luta e acertou um golpe alto decisivo, garantindo o triunfo por 12 a 10. O desempenho arrancou aplausos até de torcedores neutros no ginásio de Wuxi.

O olhar atento de uma campeã

Falavigna acompanhou cada detalhe do torneio e não poupou elogios à jovem atleta.
“A Maria Clara foi muito consciente em todas as lutas, muito segura. Ela despontou esse ano, ganhou tudo que participou. Entendeu o potencial que tem e consegue entregar em quadra um nível de performance muito acima das adversárias. Então, nada mais justo e merecido esse ouro para coroar o ano incrível dela”, analisou a ex-campeã mundial.

Natália, que hoje trabalha no acompanhamento técnico de diversas modalidades no COB, destacou ainda o equilíbrio emocional da nova campeã.
“Não é um torneio fácil. Ela passou por momentos de teste emocional, esteve atrás no placar em algumas lutas e soube reverter com calma e leitura tática. Isso mostra a qualidade que ela tem — física, técnica e mental”, completou.

A gratidão de quem está escrevendo história

Ainda em êxtase após o título, Maria Clara fez questão de agradecer o apoio recebido durante toda a temporada.
“Quero agradecer a todos pela torcida, ao Time Brasil por todo o apoio e suporte!”, disse a atleta, com o ouro pendurado no peito e um sorriso que misturava cansaço e orgulho.

A conquista tem sabor de recomeço para o taekwondo brasileiro, que volta ao topo mundial com uma nova geração de atletas formados dentro de um projeto sólido de desenvolvimento e acompanhamento técnico.

Um novo ciclo dourado

Com o título em Wuxi, Maria Clara Pacheco soma agora duas medalhas em Mundiais — o bronze conquistado em 2023, no Azerbaijão, e o ouro de 2025. O feito reforça o nome da jovem entre as principais atletas da modalidade e consolida o Brasil entre as potências do taekwondo feminino.

Mais do que o fim de um jejum, o ouro de Maria Clara simboliza o início de uma nova era. Um ciclo que carrega o legado de Natália Falavigna, mas que, agora, fala com a voz de uma nova geração. Uma geração que acredita, luta e vence.

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