

Odorico Roman está novamente na disputa pela presidência do Grêmio. Sócio há 43 anos, ele define o clube como “um valor e um sentido de vida”. Candidato pela Chapa 2, o ex-dirigente afirma estar preparado para o maior desafio da sua trajetória: comandar o clube do coração com método, técnica e decisões profissionais.
Com formação sólida nas áreas de economia, finanças e gestão, Roman acumula experiência de comando em um dos ciclos mais vitoriosos da história recente do Grêmio. Ele fez parte da diretoria campeã da Copa do Brasil de 2016 e da Copa Libertadores da América de 2017, aprendendo com dirigentes de referência, como Fábio Koff. Agora, busca aplicar esse aprendizado em um projeto de reconstrução que promete recolocar o Grêmio entre os protagonistas do futebol brasileiro e sul-americano.
— “Concorro à presidência porque o Grêmio, para mim, é um valor e um sentido de vida. Sou um gremista apaixonado e estou preparado para me dedicar integralmente ao clube”, declarou Odorico durante o lançamento oficial da candidatura.
O plano da Chapa 2 tem como base a profissionalização de todas as áreas do clube. Odorico promete trazer grandes profissionais de mercado, com especialistas em gestão esportiva, finanças, comunicação e análise de desempenho. A ideia é transformar o Grêmio em uma instituição moderna, com metas claras, governança eficiente e decisões baseadas em dados.
Entre as principais medidas, estão:
Contratação de um CEO com experiência internacional no mercado do futebol;
Ampliação e modernização do Centro de Treinamento profissional, incorporando tecnologia e ciência do esporte;
Gestão estratégica da Arena, agora sob comando do clube, aproveitando o espaço como ativo de geração de receita e fortalecimento de marca;
Investimento equilibrado no futebol masculino e feminino, com estrutura, visibilidade e condições iguais de disputa;
Reforço nas categorias de base, com foco em revelar talentos e reduzir contratações por tentativa e erro.
Para Odorico, a conquista da gestão da Arena, obtida recentemente após acordo com a gestora, é “uma janela de oportunidade que precisa ser bem utilizada”. Ele considera o estádio um dos principais ativos estratégicos para recolocar o Grêmio em outro patamar de competitividade e sustentabilidade.
O candidato ressalta que o atual momento do clube exige responsabilidade financeira, liderança agregadora e decisões maduras. Na sua visão, o próximo presidente deve saber equilibrar “a pressão da arquibancada com a serenidade do gestor”.
— “O Grêmio precisa de alguém que saiba unir pessoas, construir consensos e conduzir o clube com firmeza e visão de longo prazo”, afirmou.
Odorico destaca que conta com o apoio do empresário Celso Rigo, parceiro histórico do clube, e de um grupo de conselheiros experientes. Segundo ele, o projeto foi construído com base na escuta e na colaboração de diferentes segmentos da torcida e da administração gremista.
Com passagem marcante pela direção executiva entre 2015 e 2018, Odorico Roman participou da reestruturação que levou o Grêmio de volta ao topo do continente. Ele também concorreu nas eleições de 2022, quando obteve 6.181 votos (41,5%) na disputa vencida por Alberto Guerra.
Dessa vez, o ex-dirigente acredita que o contexto é diferente. Com a Arena sob gestão própria e a necessidade de reconstrução após temporadas irregulares, ele vê o momento como decisivo para uma virada de página.
— “Se o torcedor quer mais do que promessas, o caminho é claro. É hora de devolver ao Grêmio o tamanho que ele tem, com trabalho, competência e coragem”, reforçou.
Com o lema “O futuro é azul”, a Chapa 2 aposta na união entre paixão e profissionalismo para recolocar o Grêmio entre os grandes. O plano contempla a valorização das categorias de base, o fortalecimento das equipes principais, o uso de tecnologia e a gestão moderna como pilares de uma nova era.
Roman defende que o clube precisa “voltar a ser competitivo, respeitado e vencedor”, sem perder sua essência. Ele propõe uma gestão que una emoção e razão — o amor do torcedor e a visão estratégica do gestor.
— “O Grêmio merece estar no topo, e nós sabemos o caminho das conquistas”, finalizou Odorico.
O discurso de Odorico Roman vai além da política interna. É um apelo de um gremista que mistura experiência, sentimento e propósito. Seu projeto mira o equilíbrio entre o amor à camisa e a eficiência da gestão, propondo um Grêmio moderno, autossustentável e novamente temido dentro e fora de campo.
Com o pleito se aproximando, o torcedor gremista terá em breve a palavra final. E, se depender do tom e da convicção de Odorico, o futuro que ele enxerga é — como ele mesmo diz — inteiramente azul.