

O Grêmio vive um momento decisivo de virada. Após temporadas de resultados aquém das expectativas, a eleição para a presidência do triênio 2026-28 se aproxima com três chapas em disputa: Odorico Roman, Paulo Caleffi e Jorge Bastos. Cada projeto tenta responder à mesma pergunta: como devolver o Grêmio ao topo?
Aqui, levantamos os perfis, as propostas e os desafios do clube — sem tomar partido, mas destacando o que precisa ser resolvido.
Economista de formação, com passagens por cargos de gestão no clube — já foi vice de futebol.
Apoiador: grupo liderado por empresários ligados ao clube, como Celso Rigo.
Projeto: profissionalização com foco estratégico — transformar a gestão, usar dados, governança moderna.
Contexto: disputa pela presidência novamente, após já ter lançado candidatura.
Advogado, ex-vice-presidente de futebol do clube no início de 2023.
Lançou pré-candidatura com a promessa de estrutura de “gestão de classe mundial”, liderança dos ídolos Danrlei e Maicon nos cargos de futebol.
Declara enfase em marketing, receitas, patrocínios exclusivos — criticando o fato de o Grêmio ter mesmos patrocinadores que o rival.
Situação recente: processo eleitoral aqueceu, com pedido de impugnação por parte de Odorico Roman.
Experiência anterior como dirigente; seu grupo aparece como “renovação com experiência”.
Projeto: alinhamento forte entre futebol-base, clube associativo, modernização e identidade. Defende que toda estrutura do clube deve estar a serviço do futebol.
Em entrevistas, destacou propostas ligadas à profissionalização, metas claras, estrutura administrativa.
O Grêmio não precisa apenas de substituição de diretoria: precisa de reconstrução. A seguir, alguns dos gargalos e como os candidatos abordam isso.
O clube ha décadas espera voltar a disputar títulos com regularidade.
Jorge Bastos afirma: “Temos um modelo a ser seguido” no futebol, fala de jogador com intensidade, passe preciso.
Odorico Roman aposta em contratar CEO internacional para o futebol (segundo divulgação anterior ao meu resumo) — visão global.
Paulo Caleffi quer que ídolos assumam cargos dentro do futebol (Danrlei, Maicon), sugerindo estrutura e cultura de clube vencedor.
O Grêmio tem patrimônio (arena, marca, torcida), mas os recursos precisam gerar retorno e ser bem geridos.
Caleffi critica patrocínios compartilhados com rival, e quer receitas exclusivas.
Bastos fala em transformar a Arena em fonte de receita permanente, medir desempenho de executivos.
Roman fala em governança, análise de dados e repensar o ativo Arena como alavanca.
Hoje há necessidade de não apenas fazer “um time” mas construir ciclo, formar, revelar.
Bastos: “Nossa categoria de base merece um projeto perene” (referência ao que disse)
Caleffi: foco em departamento de futebol com ídolos e grandes nomes para replicar o sucesso.
Roman: inclusão de revelar jogadores, contratar com convicção, não por tentativa e erro — conforme seu discurso público.
O Grêmio é clube de massa, com sócios, torcedores apaixonados. A nova gestão precisa pensar isso.
Bastos enfatiza que “o presidente precisa estar presente e dialogar com o sócio…”.
Roman repete que o clube “é valor e sentido de vida”.
Caleffi coloca o associado e torcedor no centro da reconstrução, mas também fala de receitas — o desafio é que a paixão não fique em segundo plano.
Não basta ganhar um título: a sustentabilidade importa.
Roman destaca necessidade de “decisões maduras” e equilíbrio entre pressão da arquibancada e serenidade do gestor.
Caleffi fala em gestão empresarial, uso de profissionais de mercado.
Bastos alerta sobre depender de único investidor (SAF informal), propondo alternativas de capitalização.
A próxima gestão do Grêmio precisa coalizar paixão e competência. Seja qual for o eleito, o clube enfrentará desafios gigantes: reconstruir o futebol, profissionalizar a casa, valorizar torcedor e sócio, gerar receitas, usar seus ativos, formar atletas, modernizar.
As três chapas trazem visões distintas e complementares:
Odorico Roman aposta na estrutura de governança e no salto de patamar.
Paulo Caleffi foca em marketing, receitas e envolvimento de ídolos.
Jorge Bastos aposta em identidade + modernização + estrutura de base.
Para o torcedor, resta acompanhar os debates, as propostas, ver quem apresenta metas claras, cronograma, responsáveis credenciados — e quem demonstra respeito pela essência gremista. O Grêmio não precisa só de promessas: precisa de ações.
E você, gremista, o que mais espera da nova gestão?
| Critério | Odorico Roman | Paulo Caleffi | Jorge Bastos |
|---|---|---|---|
| Formação / experiência | Gestão esportiva, ex-vice de futebol, estrutura de clube conhecido | Advogado + vice de futebol recentemente; ênfase em gestão empresarial | Dirigente histórico, experiência anterior, grupo de renovação |
| Proposta chave | Profissionalização, gestão moderna, dados, governança | Gestão tipo “empresa de classe mundial”, ídolos envolvidos, foco receitas/patrocínio | Identidade + modernização, futebol como eixo, base forte, clube conectado ao torcedor |
| Destaques específicos | Vista sobre governança, ativo Arena como plataforma estratégica | Ídolos assumindo cargos, mudança de patrocínios, receitas exclusivas | Planejamento com metas, controladoria, programa de base, modelo próprio de SAF/recursos |
| Desafio principal para o clube que aponta | Fazer o Grêmio voltar a ganhar, retomar protagonismo, estruturar todo o clube | Aumentar receitas, mudar mentalidade de clube-amador, profissionalizar todas as áreas | Reorganizar estrutura, restabelecer identidade, unir sócios e torcida, melhorar desempenho financeiro |
| Observações recentes | Entrou oficialmente na disputa, apresentou chapa de apoio. | Pré-candidatura forte, mas enfrenta impugnação e retirada de parte do cenário eleitoral. | Entra como “terceira via” com discurso de equilíbrio, usou entrevistas para detalhar propostas. |