(51) 9866.5600

NO AR

Faith & Rock

studiomixesportes.com.br

Esporte

Grêmio define chapas para a eleição presidencial: Odorico Roman e Paulo Caleffi avançam para decisão entre os sócios

Após votação do Conselho Deliberativo, duas chapas superam a cláusula de barreira e disputam o comando do clube no triênio 2026–2028

Publicada em 31/10/25 às 10:18h - 73 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


Compartilhe
 

Link da Notícia:

 (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)
Translator

Na noite desta quinta-feira (30), o Conselho Deliberativo do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense realizou, no auditório da Arena, uma Sessão Ordinária que definiu as chapas que disputarão a presidência do Conselho de Administração do clube no próximo triênio (2026–2028). Das três candidaturas registradas, apenas duas superaram a cláusula de barreira de 20% dos votos exigida pelo Estatuto gremista.

A Chapa 2 – “Odorico com apoio de Celso Rigo”, encabeçada por Odorico Orestes Ramos Roman, foi a mais votada entre os conselheiros, somando 188 votos, o que representa 60,06% do total. Em segundo lugar ficou a Chapa 1 – “Juntos pelas Três Cores”, liderada por Paulo Saint Pastous Caleffi, com 100 votos (31,95%). A Chapa 3 – “Grêmio de Novo”, de Jorge Eduardo Bastos, recebeu 23 votos (7,35%) e não atingiu o percentual mínimo necessário. Também foram registrados dois votos em branco (0,64%).

Ao todo, 313 conselheiros participaram da votação, de um total de 351 aptos, representando 89,17% de presença, um índice considerado alto para esse tipo de pleito. O resultado foi anunciado às 21h15 pelo presidente da Comissão Eleitoral, Almir Porto da Rocha Filho, com acompanhamento da imprensa presente no local.

Com a definição, as chapas lideradas por Odorico Roman e Paulo Caleffi seguem para a Assembleia Geral dos Sócios, marcada para o dia 8 de novembro, um sábado, na Arena do Grêmio, com votação aberta das 10h às 17h. Será o momento em que os associados decidirão quem comandará o clube nos próximos três anos.

Clima político e bastidores movimentados

O processo eleitoral gremista tem sido marcado por disputas intensas nos bastidores. Um dia antes da votação do Conselho Deliberativo, a chapa de Odorico Roman apresentou um pedido de impugnação contra a candidatura de Paulo Caleffi, alegando possível irregularidade em um dos vices da Chapa 1, que teria vínculo com uma agência de atletas. O caso gerou debate entre os conselheiros, mas a Comissão Eleitoral manteve a candidatura de Caleffi apta para o pleito.

A disputa entre os dois grupos representa mais do que uma troca de comando. Envolve visões diferentes sobre a reconstrução do Grêmio em meio aos desafios esportivos, administrativos e financeiros que o clube enfrenta.

Composição das chapas

Chapa 1 – “Juntos pelas Três Cores”

  • Presidente: Paulo Saint Pastous Caleffi

  • Vice-presidentes: Pedro Dias Dal Magro, Richard Ricachenevsky Gurski, Roger Fischer, Ricardo Antunes Sessegolo, Antônio Vicente Vargas Nunes e Luigi Antonio Gerace

Chapa 2 – “Odorico com apoio de Celso Rigo”

  • Presidente: Odorico Orestes Ramos Roman

  • Vice-presidentes: Eduardo Schumacher, Fábio Rafael dos Santos Rigo, Antonio Dutra Júnior, Paulo Eloi Grings, Carlos Alberto Vendt Dressler e Juliano Franczak

Desafios do próximo triênio

Independentemente do resultado nas urnas, o novo Conselho de Administração encontrará um cenário que exige firmeza e planejamento. O Grêmio vive um momento de reconstrução dentro e fora de campo. Há desafios financeiros a serem enfrentados, como o controle da folha salarial e o equilíbrio das contas, além de decisões esportivas cruciais para devolver competitividade ao time principal e fortalecer as categorias de base.

No aspecto institucional, a próxima gestão também precisará lidar com modificações anunciadas para as competições nacionais, que incluem ajustes no calendário e nas cotas de premiação da Série A, além da nova configuração da Copa do Brasil e do aumento de exigências para certificações de gestão e licenciamento de clubes.

Voto dos sócios: o Grêmio nas mãos da torcida

A votação do Conselho Deliberativo foi apenas o primeiro capítulo de uma eleição que promete ser decisiva para o futuro do clube. Agora, o foco se volta para os sócios, que terão o poder de definir o rumo tricolor.

A eleição direta, prevista para 8 de novembro, deverá contar com ampla participação, uma vez que o resultado das urnas influenciará diretamente o planejamento da próxima temporada e o modelo de gestão que comandará o Grêmio até 2028.

O momento é de escolha e de responsabilidade. O futuro do Grêmio está, mais uma vez, nas mãos de quem o faz grande: seus torcedores.

Propostas da Chapa 2 – Odorico Orestes Ramos Roman (Chapa “Odorico com apoio de Celso Rigo”)

Principais pontos:

  • Reorganização financeira: promessa de quitar dívidas menores em até 30 dias após assumir.

  • Reestruturação administrativa nos primeiros 100 dias de mandato — abrangendo os setores esportivo, operacional e administrativo.

  • Reforço de elenco imediato: contratação de seis titulares com investimento direto da nova gestão, “sem depender de recursos de terceiros”.

  • Valorização de jovens atletas: evitar vendas prematuras — citados nomes como Gabriel Mec e Alysson.

  • Gestão da arena como ativo estratégico: no plano consta que a Arena do Grêmio passará “às mãos do clube” e será usada para gerar receita, modernizar estrutura e aproximar torcida.

  • Aproximação com o sócio e a torcida: “os sócios são o coração do clube” aparece como lema, e há promessa de reaproximar o Grêmio de sua base associativa.

  • Manutenção da identidade: o plano declara que o clube não vai virar SAF, e que a tradição gremista será preservada.

Avaliação de viabilidade / prós e contras:

  • Prós: foco na organização financeira e estrutura da Arena é importante. A promessa de seis reforços já no início daria um sinal forte para torcida. Valorizar jovens ajuda a sustentabilidade.

  • Contras: prometer quitar dívidas pequenas em 30 dias pode gerar expectativas elevadas e risco de frustração. Contratação imediata de seis titulares exige capital — onde será captado? Mesmo com a Arena, pode demorar para gerar fluxo de caixa. “Não virar SAF” é simpático à torcida, mas se a situação financeira for grave, o modelo pode limitar recursos externos.

  • Grau de viabilidade: Moderado. As ideias são boas, mas há desafios práticos: financiamento de contratações, geração rápida de receitas da Arena, recuperar finanças. Dependerá de execução e força de gestão.

Propostas da Chapa 1 – Paulo Saint Pastous Caleffi (Chapa “Juntos pelas Três Cores”)

Principais pontos:

  • Gestão profissional: Caleffi afirma que desde 2022 uma equipe técnica está estruturando o projeto, com CEO, CFO, gerente de operações com experiência em grandes eventos.

  • Contratação de um jogador de projeção mundial, com referência acima de Luis Suárez — citado como meta.

  • Interiorização e valorização da torcida fora da Região Metropolitana: projeto “Rota Tricolor” para levar o clube ao interior, lojas Grêmio Mania, ônibus temático.

  • Base e futsal: reativação do futsal, construção de ginásio no Cristal, 100 escolas conveniadas no Brasil e quatro fora, monitoramento das escolas, apoio escolar e familiar aos jovens.

  • Economia e receitas alternativas: ideia de Grêmio Estúdio – hub de conteúdo audiovisual para Grêmio TV com 12 programas, monetização via YouTube e patrocínios. E plataforma de compras para torcedores com desconto e parte da receita para o clube.

  • Transparência e independência: oposição à transformação em SAF, destaque para governança, evitar “aportes de pessoas físicas”.

Avaliação de viabilidade / prós e contras:

  • Prós: plano bastante amplo e bem pensado: estruturação de gestão, foco base, produção de conteúdo, torcedor do interior — tudo alinhado com tendências modernas. A ideia de hub de conteúdo é boa para monetização à médio prazo.

  • Contras: muitos projetos são de médio/longo prazo — contratar “jogador de projeção mundial” e montar estrutura de base/futsal nem sempre traz retorno imediato. A captação de recursos para esses projetos pode demorar. A dependência de boas execuções de conteúdo e marketing envolve risco.

  • Grau de viabilidade: Moderado-alto, se conseguir recursos e executar com disciplina. Mas as propostas mais ambiciosas talvez não tenham impacto imediato no campo, o que pode frustrar a torcida a curto prazo.

Conclusão Rápida

  • A Chapa 2 aposta em resultado rápido (reforços, pagar dívidas, ativar Arena) — isso pode gerar entusiasmo, mas exige capital e execução eficiente.

  • A Chapa 1 aposta em estrutura, profissionalização e futuro sustentável — menos “explosão imediata”, mais “reconstrução passo-a-passo”.

  • Para a torcida, a escolha pode se resumir a: querer impacto rápido ou construção sustentável? Ambas têm riscos e oportunidades.

Studio Mix Esportes


Patrocínio:

DGP - Assessoria em Gestão Pública ( Daniel Gomes Pereira

Translator



ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:


 
Enquete

Nenhum registro encontrado








.

FONE / WHATSAPP

(51) 99866.5600

Visitas: 113657
Usuários Online: 9
Copyright (c) 2025 - Rádio Studio Mix Esportes - Nunca foi sorte, sempre foi Deus!
Converse conosco pelo Whatsapp!