

O Internacional empatou em 2 a 2 com o Bahia na noite deste sábado (8), no Beira-Rio, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois gols colorados foram marcados por Vitinho, que viveu uma noite de protagonista, comandando o sistema ofensivo e liderando o time em uma atuação que, pelo que produziu, merecia recompensa maior. O Bahia, porém, reagiu na etapa final e buscou o empate nos acréscimos, com gol de Thiago.
O resultado deixa no ar uma sensação agridoce no Beira-Rio: um time que criou, pressionou, dominou longas fases do jogo, mas novamente não conseguiu transformar desempenho em vitória. Agora, o Inter terá um período de pausa devido à Data Fifa, voltando a campo apenas no dia 20 de novembro, contra o Ceará, no Castelão.
Ramón Díaz montou o Inter em um 4-2-3-1 com mobilidade e agressividade. Bruno Gomes voltou à lateral, Vitão atuou pelo lado esquerdo da zaga para dar proteção a Bernabei no combate a Ademir, enquanto Thiago Maia e Luís Otávio ficaram responsáveis pela sustentação do meio. Vitinho e Carbonero eram os velocistas pelos lados, com Alan Patrick organizando e Borré centralizando.
Nos primeiros minutos, o Bahia tentou impor velocidade. Erick Pulga teve a chance mais clara, parando em duas intervenções consecutivas da defesa colorada. Depois desse susto inicial, o Inter empurrou o adversário para o próprio campo. Ronaldo precisou trabalhar já aos 13 minutos, em cabeceio firme de Vitão após cruzamento de Alan Patrick.
Aos 24, veio a abertura do placar. Bruno Gomes, participativo e vertical, arrancou pela direita e lançou Vitinho nas costas da marcação. Em movimento rápido, sem domar a bola, o atacante soltou uma pancada cruzada e fez um golaço: 1 a 0.
O gol incendiou o time e o estádio. O Inter passou a rondar a área adversária com insistência. Carbonero teve um golaço anulado por intervenção do VAR em lance que gerou protestos em campo e arquibancadas, mas a equipe manteve a postura ofensiva. Bernabei, Borré e Vitinho ainda pararam em defesas de Ronaldo, que foi o principal nome do Bahia no primeiro tempo.
Logo no início da segunda etapa, o Inter ampliou. Bruno Gomes interceptou um passe no meio, olhou para frente e encontrou novamente Vitinho atacando espaço aberto. Em três toques: domínio, corte seco e chute de canhota no canto. Outro golaço. O Beira-Rio explodiu: 2 a 0.
Era o momento para controlar. Mas o Bahia não aceitou assistir. Rogerio Ceni mexeu bem na parte ofensiva, colocou Everton Ribeiro e Iago, e o jogo mudou de tom. Aos 14, Willian José recebeu de Ademir e descontou.
O Inter tentou reorganizar a marcação, Ramón colocou Alan Rodríguez e Richard, e o time quase matou o jogo aos 20, quando Richard apareceu de surpresa e finalizou de cabeça no travessão.
A partida seguiu aberta, intensa, de trocação. Willian José quase empatou em chute que carimbou as duas traves antes de cair nas mãos de Ivan. E quando o jogo parecia controlado, já nos acréscimos, o Bahia encontrou o empate com Thiago, que completou jogada pelo lado esquerdo e fechou o placar em 2 a 2.
O Inter sai do Beira-Rio com a sensação de que tinha o jogo nas mãos. Teve volume, intensidade, triangulações e superioridade técnica em vários momentos. Mas também viveu novamente o roteiro já conhecido na temporada: a dificuldade em matar partidas e controlar a vantagem na reta final.
Com a pausa da Data Fifa, haverá tempo para recuperação física e ajuste de detalhes. O próximo compromisso será no dia 20, contra o Ceará, em Fortaleza, onde a equipe precisará transformar bom futebol em resultado, algo que tem escapado justamente nos detalhes.
Vitinho deixa o campo como destaque absoluto — dois gols, intensidade, mobilidade e leitura de espaço. No Beira-Rio, o sentimento é claro: existe trabalho, existe evolução, mas ainda falta o desfecho perfeito.
E, na reta final de campeonato, são os desfechos que definem tudo.