

O Flamengo voltou a viver uma noite gigantesca em sua história. No sábado, 29 de novembro de 2025, no Estádio Monumental de Lima, o Rubro-Negro venceu o Palmeiras por 1 a 0 e se tornou o primeiro clube brasileiro a conquistar quatro títulos da CONMEBOL Libertadores. Um marco que coloca o clube em um novo patamar continental e abre caminho para duas competições fundamentais: a Copa Intercontinental da FIFA 2025 e o Mundial de Clubes da FIFA 2029.
A final carregava um componente emocional extra. Era o reencontro com o Palmeiras, rival que havia derrotado o Flamengo na decisão de 2021. Em campo, isso ficou evidente desde o primeiro minuto: intensidade, disputa física e muita estratégia dos dois lados.
O Flamengo começou melhor, com mais posse de bola e criatividade. Arrascaeta era o cérebro da equipe, distribuindo passes, acelerando as jogadas e buscando Samuel Lino e Bruno Henrique nas diagonais. Logo aos 15 minutos, Samuel Lino quase abriu o placar ao receber do uruguaio, cortar para dentro e finalizar cruzado — a bola passou raspando a trave e levantou o Monumental, tomado em boa parte por rubro-negros.
O Palmeiras respondeu como um time acostumado a decisões. Vitor Roque incomodava os zagueiros flamenguistas, e um dos melhores lances do Verdão no primeiro tempo veio justamente dos pés do atacante, que cabeceou para cima após cruzamento de Khellven. A equipe de Abel Ferreira também levou perigo em finalizações de Flaco López e Allan, forçando o goleiro Rossi a trabalhar.
Antes do intervalo, o Flamengo teve a melhor chance da primeira etapa: Carrascal lançou Bruno Henrique em profundidade, o atacante ganhou na velocidade e tocou para o meio da área. Piquerez apareceu no último instante para salvar o Palmeiras.
O segundo tempo começou ainda mais nervoso. Murilo falhou na saída de bola, Arrascaeta ficou com ela e finalizou forte — Gustavo Gómez salvou o Palmeiras com um bloqueio providencial. Do outro lado, o Verdão respondeu com uma sequência de chutes perigosos de Allan e Flaco López.
Era um daqueles jogos em que qualquer detalhe decidiria o título. E decidiu.
Aos 22 minutos da etapa final, Arrascaeta cobrou escanteio com perfeição. Danilo subiu mais alto que toda a defesa alviverde e testou firme. A bola bateu na trave antes de entrar. Gol do Flamengo. Gol da história. O defensor, multicampeão na Europa e veterano de grandes decisões, escreveu seu nome de vez no clube carioca.
A partir daí, o Flamengo precisou de sangue frio. O Palmeiras partiu para o ataque, criou chances com Vitor Roque, Murilo e Flaco López, mas encontrou uma defesa sólida — e um Danilo iluminado. O próprio zagueiro, herói do gol, salvou o empate ao desviar um chute perigoso de Vitor Roque nos minutos finais.
O Flamengo ainda quase ampliou com Everton Cebolinha, em cobrança de falta que tirou tinta da trave.
O apito final confirmou o que já estava sendo sentido nas arquibancadas: o Flamengo era campeão da América novamente. Tetracampeão. Um feito inédito para clubes brasileiros e que consolida o Rubro-Negro como potência continental do século.
A vitória também igualou Brasil e Argentina no número de títulos da Libertadores: agora são 25 para cada país. Em campo, era mais do que estatística. Era a prova de que o Flamengo sabe sofrer, sabe competir e sabe vencer — como diz o hino, “tua glória é lutar”.
A festa rubro-negra tomou Lima e o Brasil. Mais de 40 milhões de torcedores sentiram o peso da conquista e celebraram um título que amplia a história do clube.
O Flamengo volta a campo na quarta-feira (3), às 21h30, no Maracanã, contra o Ceará, pela 37ª rodada do Brasileirão. Uma vitória garante o nono título brasileiro ao clube.
Palmeiras 0 x 1 Flamengo – Final da CONMEBOL Libertadores 2025
Local: Estádio Monumental de Lima, Peru
Data: 29/11/2025 — 18h (de Brasília)
Árbitro: Darío Herrera (ARG)
Gol: Danilo, aos 21’ do 2º tempo
Flamengo:
Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luiz Araújo); Carrascal, Samuel Lino (Everton Cebolinha) e Bruno Henrique.
Técnico: Filipe Luís.
Palmeiras:
Carlos Miguel; Khellven (Ramón Sosa), Gustavo Gómez, Murilo (Giay) e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Allan e Raphael Veiga (Felipe Anderson) (Mauricio); Vitor Roque e Flaco López.
Técnico: Abel Ferreira.