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Brasil-Pel volta a levantar uma taça após 30 anos e conquista a Copa FGF 2025

Invicto, com campanha sólida e apoio da torcida na Baixada, o Xavante venceu o Aimoré por 2 a 0 e garantiu vaga na Série D e na Recopa Gaúcha de 2026.

Publicada em 01/12/25 às 09:46h - 42 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: Max Peixoto/FGF)

O Bento Freitas viveu uma noite daquelas que o torcedor xavante sente no peito e na memória. Neste domingo (30), o Brasil de Pelotas venceu o Aimoré por 2 a 0 e conquistou, de forma invicta, a Copa FGF – Professor Ruy Carlos Ostermann. O título encerra uma espera de quase três décadas por uma taça estadual de expressão e devolve ao clube a sensação de retomada.

Desde o início, o Xavante entrou em campo com a postura de quem sabia o que queria. Empurrado pelo estádio lotado, o time assumiu o controle do jogo e não demorou para transformar a pressão em vantagem. Aos 31 minutos, Murilo Cavalcante — capitão e uma das lideranças do elenco — aproveitou o rebote após jogada de Wesley Santos e estufou as redes, abrindo o placar e acendendo a festa na Baixada.

Três minutos depois, o protagonista mudou, mas a história foi a mesma: bola na rede. Wesley Santos recebeu na entrada da área, puxou para dentro e bateu firme, sem chances para o goleiro, ampliando para 2 a 0. O Aimoré, que já precisava reverter o empate sem gols do primeiro jogo, sentiu o golpe.

No segundo tempo, o Índio Capilé tentou reagir. Avançou as linhas, arriscou finalizações e forçou duas boas defesas em sequência. Mas a defesa rubro-negra se manteve firme. O Brasil administrou o resultado com inteligência, cadenciou o jogo e segurou a vantagem até o apito final.

Quando o árbitro encerrou a partida, o gramado virou um retrato da euforia. Jogadores comemoravam com a torcida, e torcedores choravam nas arquibancadas. Era o fim de um jejum que vinha desde 1995 — o ano da Copa João Giuliani Filho, última conquista regional do clube.

A campanha xavante fala por si: 13 jogos, nenhuma derrota, seis vitórias, sete empates, 24 gols marcados e apenas oito sofridos. Melhor ataque da competição, defesa segura, espírito coletivo. Um título que coroa regularidade e entrega.

Por questões de segurança, a cerimônia de premiação não pôde ser realizada no gramado após a invasão de parte do público. A FGF lamentou o ocorrido, e Cristiane, filha de Ruy Carlos Ostermann — jornalista homenageado no nome da competição — deixou o campo sem poder completar o protocolo oficial.

Além da taça, a conquista traz consequências importantes para o futuro. O Brasil-Pel garantiu vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2026 e vai disputar também a Recopa Gaúcha, enfrentando o campeão estadual. São oportunidades que recolocam o clube em competições de maior visibilidade e dão sequência ao projeto de reconstrução xavante.

No fim, o que ficou foi um sentimento de renascimento. O Brasil-Pel voltou a sentir o gosto de ser campeão. Voltou a ver o Bento Freitas pulsar. Voltou a lembrar sua força. Uma noite que não termina no apito final — ela segue viva na memória de cada xavante que carregou esse clube nos ombros nos anos mais difíceis.

E agora, com a taça na mão e o futuro à vista, a frase que ecoou na Baixada faz ainda mais sentido: o Brasil-Pel está novamente de pé — e mais vivo do que nunca.

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