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Entre avanços, tensão e um castigo no fim, o Grêmio empata com o Juventude na Arena

Tricolor cria, melhora no segundo tempo, vê Monsalve decidir vindo do banco, mas sofre o empate nos minutos finais e fecha a fase inicial do Gauchão na liderança do Grupo B.

Publicada em 01/02/26 às 17:21h - 15 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)

O Grêmio saiu da Arena na tarde deste sábado com sentimentos misturados. O empate em 1 a 1 com o Juventude, pela sexta rodada do Campeonato Gaúcho, deixou a sensação de que o resultado poderia ter sido melhor. O Tricolor fez por merecer a vitória, cresceu na etapa final, encontrou o gol com Monsalve, mas voltou a pecar em um detalhe que tem se repetido: a dificuldade de matar o jogo quando tem o controle da partida.

Desde o apito inicial, a proposta gremista foi clara. Com mais posse de bola e tentando ocupar o campo ofensivo, o time buscou alternativas pelo meio e pelos lados, ainda que sem tanta agressividade. Logo aos seis minutos, Tiago apareceu na entrada da área, rolou para trás e Noriega arriscou. A finalização saiu fraca, fácil para o goleiro do Juventude, mas serviu como aviso de que o Grêmio tentaria pressionar desde cedo.

Aos 12, Pavón tentou surpreender com um lançamento perigoso, que passou rente à trave esquerda. Pouco depois, William cobrou falta buscando o canto direito, mas a bola subiu demais. O Tricolor rondava a área, mas esbarrava na falta de precisão e na boa organização defensiva do time de Caxias.

A melhor chance do primeiro tempo veio aos 34 minutos. Roger fez o lançamento na pequena área, André Henrique atacou o espaço entre os zagueiros e finalizou, mas encontrou o goleiro bem posicionado. O zero no placar ao fim da primeira etapa refletia um Grêmio insistente, porém previsível em alguns momentos, e ainda longe de um futebol mais contundente.

Para o segundo tempo, Luís Castro mexeu pesado. Quatro mudanças de uma vez: Amuzu, Monsalve, Carlos Vinícius e Arthur entraram, dando nova cara ao time. E o jogo mudou. Mais intensidade, mais presença ofensiva e, principalmente, mais ousadia.

Logo aos quatro minutos, a partida ganhou um capítulo à parte. Arthur sofreu falta no campo de ataque e, na sequência, Gabriel Pinheiro agrediu o meia gremista. Após revisão no VAR, ambos foram expulsos. O clima esquentou, o jogo ficou mais aberto e o Grêmio passou a ter ainda mais espaço para trabalhar a bola.

Mesmo com um jogador a menos de cada lado, o Tricolor foi quem assumiu o controle. Aos 22 minutos, Monsalve recebeu pela esquerda após passe de Amuzu, acelerou e tentou a jogada individual, mas foi travado pela defesa. O gol parecia amadurecer.

E ele veio aos 40 minutos, em uma jogada que resumiu bem o que o Grêmio buscava no segundo tempo. Noriega encontrou Amuzu pela esquerda, o belga serviu Monsalve, que saiu do banco com personalidade. Ele limpou o marcador, ajeitou o corpo e bateu no ângulo direito. Um golaço. Sem chances para o goleiro. Um gol que levantou a Arena e parecia encaminhar a vitória.

Mas o futebol, quase sempre, cobra caro quando não se fecha o jogo. Já nos minutos finais, em cobrança de escanteio, Juan Christian aproveitou a sobra na entrada da área e bateu cruzado. A bola morreu no fundo da rede. Empate. Silêncio nas arquibancadas e frustração evidente no campo.

O resultado mantém o Grêmio na liderança do Grupo B do Campeonato Gaúcho, com 10 pontos, garantindo a classificação para as quartas de final. O adversário será o Novo Hamburgo, em jogo único, no próximo fim de semana. Um confronto que exige atenção máxima, porque mata-mata não perdoa erros.

Antes disso, porém, o Tricolor já vira a chave. Na próxima quarta-feira, às 21h30, a Arena recebe o Botafogo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Um novo desafio, outra competição, mas com velhos problemas que precisam ser corrigidos rapidamente.

O empate com o Juventude deixa lições claras. Há evolução, especialmente com as peças que entraram no segundo tempo. Monsalve mostrou que pode ser mais do que opção de banco. Amuzu deu profundidade. Mas também ficou evidente que o Grêmio ainda precisa aprender a controlar o jogo até o fim, sem permitir que um detalhe jogue fora um trabalho inteiro.

No futebol, liderança nem sempre anda junto com tranquilidade. E o Grêmio segue líder, sim, mas ainda em construção.

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