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Brasil para na Noruega, desperdiça chances e adia mais uma vez o sonho do hexacampeonato

Seleção cria as melhores oportunidades da partida, perde um pênalti, vê Haaland decidir nos minutos finais e dá adeus à Copa do Mundo de 2026 nas oitavas de final

Publicada em 06/07/26 às 08:35h - 14 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: Nelson Terme / CBF)

A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim da forma mais dolorosa possível. Na tarde deste domingo (5), diante de mais de 80 mil torcedores no Estádio de Nova York, em Nova Jersey, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega e se despediu do Mundial ainda nas oitavas de final.

O placar, por si só, já machuca. Mas ele não conta toda a história. O Brasil criou oportunidades suficientes para vencer a partida, desperdiçou um pênalti quando o jogo ainda estava empatado em 0 a 0, perdeu chances claras na segunda etapa e acabou castigado pela eficiência de um dos maiores centroavantes do futebol mundial. Bastaram poucos minutos para Erling Haaland transformar um confronto equilibrado em uma eliminação histórica para os noruegueses.

A derrota encerra uma campanha que começou cercada de expectativa. A equipe comandada por Carlo Ancelotti terminou a primeira fase na liderança do Grupo C, empatando com Marrocos e vencendo Haiti e Escócia. Depois, superou o Japão por 2 a 1 na fase de 16 avos de final e parecia crescer na competição. Mas, no primeiro grande teste contra uma seleção europeia de alto nível, o sonho do hexacampeonato ficou pelo caminho.

A partida começou com um susto. Logo aos dois minutos, a Noruega balançou as redes, mas o lance acabou invalidado por impedimento. O aviso estava dado: os europeus não estavam dispostos apenas a se defender.

O Brasil respondeu rapidamente. Aos 14 minutos, Matheus Cunha sofreu pênalti após ser calçado por Ajer. Era a oportunidade perfeita para assumir o controle da partida. Bruno Guimarães foi para a cobrança, mas parou na excelente defesa do goleiro Nyland, que iniciava ali uma atuação decisiva.

Depois do lance, o jogo perdeu intensidade durante alguns minutos. A partida ficou mais estudada até a parada para hidratação. Na retomada, a Seleção voltou melhor.

Vinícius Júnior levou perigo em duas oportunidades, Gabriel Martinelli também apareceu bem, mas novamente Nyland salvou a Noruega. Do outro lado, Alisson mostrou segurança ao defender uma boa finalização de Martin Ødegaard já nos minutos finais da primeira etapa.

O segundo tempo manteve o equilíbrio, mas o Brasil continuava encontrando espaços. A grande oportunidade surgiu quando Vinícius Júnior lançou Endrick, que havia acabado de entrar na vaga de Matheus Cunha. O atacante ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou para fora. Pouco depois, Rayan arriscou um chute forte e rasteiro, obrigando Nyland a fazer mais uma defesa importante.

Tudo indicava que a decisão seguiria para a prorrogação.

Mas, em Copa do Mundo, um detalhe costuma mudar tudo.

Aos 34 minutos da etapa final, Schjelderup encontrou espaço pela esquerda e levantou na medida para Haaland subir acima da defesa brasileira e abrir o placar de cabeça. Foi a primeira finalização certa do atacante norueguês na etapa complementar — e ela terminou dentro das redes.

O Brasil sentiu o golpe, mas não desistiu. Aos 40 minutos, quase empatou em uma bola recuada que obrigou Nyland a fazer uma intervenção espetacular, desviando com a ponta dos dedos antes de a bola tocar na trave.

Era o retrato do jogo. O Brasil insistia. A Noruega resistia.

E, quando os brasileiros ainda buscavam o empate, veio o golpe definitivo.

Aos 44 minutos, Haaland recebeu na entrada da área e bateu firme de pé esquerdo, sem chances para Alisson. O camisa 9 confirmou sua condição de principal nome da seleção norueguesa e decidiu praticamente sozinho uma das maiores vitórias da história do país em Copas do Mundo.

Ainda houve tempo para um último capítulo.

Nos acréscimos, Casemiro sofreu pênalti. Neymar assumiu a responsabilidade, converteu a cobrança aos 52 minutos e diminuiu o marcador. Logo após o reinício da partida, o Brasil ainda levantou uma última bola na área. A defesa norueguesa afastou e, segundos depois, veio o apito final.

O sonho acabava ali.

A eliminação também marcou um momento simbólico. O Brasil não conseguia sequer chegar às quartas de final de uma Copa do Mundo desde 1990. A frustração tomou conta dos jogadores ainda no gramado, enquanto a Noruega comemorava uma classificação histórica para as quartas de final, impulsionada por uma atuação gigantesca de Haaland e do goleiro Nyland. A repercussão nas redes sociais foi imediata, com elogios à eficiência norueguesa e muitas críticas às escolhas de Carlo Ancelotti, principalmente pela cobrança de pênalti de Bruno Guimarães e pela condução das substituições. O treinador, porém, afirmou após a partida que acredita que o Brasil criou oportunidades suficientes para vencer e classificou a derrota como o início de um novo ciclo para a Seleção.

Apesar da eliminação precoce, uma curiosidade permanece. Como a Alemanha caiu na fase anterior e a Itália sequer conseguiu classificação para o Mundial, o Brasil seguirá, pelo menos até 2030, como o único país pentacampeão do mundo.

É um consolo pequeno para uma torcida que, mais uma vez, acreditou que o hexa finalmente voltaria para casa.

Brasil 1 x 2 Noruega (0 x 0)

Competição: Copa do Mundo

Local: Estádio de Nova York / Nova Jersey (Estados Unidos)

Público: 80.663 espectadores

Renda: Não divulgada

Gols: Haaland, aos 79 e 89 minutos, e Neymar, aos 97 minutos.

Cartão amarelo: Neymar.

Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos).

Assistentes: Corey Parker (Estados Unidos) e Kyle Atkins (Estados Unidos).

VAR: Tatiana Guzman (Nicarágua).

Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson, aos 79'), Gabriel Martinelli (Neymar, aos 68'); Matheus Cunha (Endrick, aos 58'), Vinícius Júnior e Rayan (Danilo Santos, aos 68'). Técnico: Carlo Ancelotti.

Noruega: Nyland; Ryerson (Aursnes, aos 63'), Ajer, Heggem e Wolfe (Ostigaard, aos 63'); Berge, Berg e Ødegaard; Sörloth (Schjelderup, aos 46'), Haaland e Nusa (Bobb, aos 46'). Técnico: Ståle Solbakken.


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