

emorou 16 anos, mas a Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol mundial. Depois da conquista histórica na África do Sul, em 2010, La Roja escreveu um novo capítulo de sua história ao levantar a taça da Copa do Mundo de 2026. O título veio após uma campanha praticamente impecável, construída jogo após jogo, sempre com a mesma identidade: posse de bola, inteligência tática, intensidade na marcação e uma defesa que entrou para a história do torneio.
Na grande decisão, diante da atual campeã Argentina, a Espanha mostrou mais uma vez por que chegou como a seleção mais consistente da Copa. Depois de dominar boa parte da partida e encontrar pela frente um Emiliano Martínez inspirado, o gol do título saiu apenas na prorrogação. Ferran Torres, que saiu do banco de reservas, aproveitou uma grande jogada construída por Nico Williams e marcou o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 e o segundo título mundial espanhol. A conquista coroou uma geração talentosa e um trabalho coletivo que foi, sem dúvidas, o grande diferencial da equipe ao longo do Mundial.
A caminhada espanhola começou com um empate sem gols diante de Cabo Verde. O resultado gerou questionamentos, mas também serviu como um alerta para uma seleção que cresceria rodada após rodada.
Na sequência, vieram duas vitórias convincentes: 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e 1 a 0 diante do Uruguai, resultados suficientes para garantir a classificação com sete pontos.
Campanha: 2 vitórias, 1 empate e 7 pontos.
No mata-mata, a Espanha elevou ainda mais seu nível de atuação.
Primeiro, goleou a Áustria por 3 a 0. Depois, eliminou Portugal por 1 a 0 em um duelo extremamente equilibrado. Nas quartas de final encontrou uma Bélgica muito competitiva, mas venceu por 2 a 1 em uma partida decidida apenas nos minutos finais.
Na semifinal veio talvez a atuação mais convincente da Copa. Diante da França, dona do melhor ataque até então, a Espanha simplesmente anulou Mbappé e companhia, venceu por 2 a 0 e confirmou presença na decisão.
Na final, repetiu a fórmula que marcou toda sua campanha: controle da posse de bola, pressão constante, poucas chances concedidas ao adversário e paciência até encontrar o momento decisivo.
Ao final da competição, os números impressionam.
Mais do que vencer, a Espanha passou a sensação de controle absoluto das partidas. Mesmo quando o placar era apertado, dificilmente dava a impressão de que perderia o domínio do jogo.
A campanha espanhola foi construída sobre equilíbrio. Não foi o ataque mais goleador da Copa, mas foi, disparado, a seleção mais eficiente.
Além disso, a Espanha terminou a Copa liderando ou figurando entre as melhores em praticamente todos os indicadores coletivos.
Quem acompanhou a Espanha durante toda a Copa percebeu rapidamente que esta seleção já não vive apenas do famoso "tiki-taka".
Luis de la Fuente conseguiu modernizar o modelo espanhol.
A posse de bola continuou sendo uma característica importante, mas agora ela vinha acompanhada de velocidade, verticalidade e muita intensidade.
A equipe alternava momentos de circulação da bola com ataques rápidos pelos lados do campo, utilizando principalmente Lamine Yamal e Nico Williams para abrir espaços.
Quando perdia a posse, a recuperação era praticamente imediata.
A pressão alta sufocava os adversários, obrigando muitos deles a errar ainda no campo defensivo.
Os laterais apoiavam constantemente, enquanto Rodri organizava todo o sistema no meio-campo.
Sem a bola, a disciplina impressionava ainda mais.
Cubarsí, Le Normand, Cucurella e Pedro Porro mantinham a linha defensiva extremamente compacta, enquanto Unai Simón praticamente assistia a muitos jogos como um espectador privilegiado.
Na final, por exemplo, a Argentina passou todo o tempo regulamentar sem conseguir finalizar com perigo, reflexo direto da organização defensiva espanhola.
Se existe um jogador que simboliza esta conquista, seu nome é Rodri.
Sem fazer firulas, o volante controlou o ritmo das partidas, organizou a saída de bola, protegeu a defesa e distribuiu o jogo como poucos.
Foi o jogador que mais participou da construção ofensiva da Espanha e também um dos líderes em passes completos durante toda a Copa.
Sua regularidade foi premiada com a Bola de Ouro da competição, entregue ao melhor jogador do Mundial.
Muito se fala dos atacantes espanhóis, mas a verdadeira força da equipe esteve atrás.
Unai Simón sofreu apenas um gol em toda a competição e terminou com a Luva de Ouro.
Pau Cubarsí, aos apenas 19 anos, mostrou personalidade de veterano e foi eleito o Melhor Jogador Jovem da Copa.
Ao seu lado, Le Normand, Laporte, Cucurella e Pedro Porro formaram um sistema defensivo extremamente sólido, capaz de neutralizar alguns dos melhores ataques do planeta.
Não por acaso, a Espanha terminou o Mundial com apenas um gol sofrido — o menor número já registrado por uma seleção campeã em uma única edição da Copa do Mundo.
Mesmo sendo uma equipe extremamente coletiva, alguns nomes merecem destaque.
Lamine Yamal confirmou todo o talento que o mundo já conhecia. Dribles, velocidade, criatividade e personalidade fizeram do jovem atacante uma peça fundamental durante toda a competição.
Nico Williams foi decisivo principalmente na reta final da Copa, sendo responsável pela assistência da jogada que originou o gol do título.
Já Ferran Torres viveu o momento mais especial da carreira. Criticado em parte da competição, saiu do banco na decisão para marcar o gol que entrou definitivamente para a história do futebol espanhol.

A campanha histórica refletiu diretamente nas premiações individuais.
Bola de Ouro (Melhor jogador):
Rodri (Espanha)
Luva de Ouro (Melhor goleiro):
Unai Simón (Espanha)
Melhor Jogador Jovem:
Pau Cubarsí (Espanha)
Chuteira de Ouro (Artilheiro):
Kylian Mbappé (França), com 10 gols.
O prêmio Fair Play ficou com a Holanda, enquanto a Espanha saiu da competição com praticamente todas as principais premiações individuais, comprovando a superioridade apresentada durante o torneio.
Mais do que conquistar uma Copa do Mundo, a Espanha mostrou ao futebol que é possível vencer unindo técnica, intensidade, disciplina e organização coletiva.
Luis de la Fuente conseguiu transformar uma equipe jovem em uma máquina competitiva.
Rodri virou referência mundial no meio-campo.
Lamine Yamal confirmou que está entre os maiores talentos do futebol atual.
Pau Cubarsí despontou como um dos melhores zagueiros de sua geração.
E Ferran Torres escreveu seu nome para sempre na história da seleção espanhola com o gol que valeu uma estrela.
Ao final da competição, ficaram os números que resumem uma campanha histórica:
Mais do que levantar a taça, a Espanha deixou uma marca. Sua campanha será lembrada como um exemplo de futebol coletivo, inteligência tática e eficiência. Uma seleção que não precisou de um único protagonista para conquistar o mundo, porque transformou o time inteiro em protagonista de uma das campanhas mais consistentes e memoráveis da história das Copas do Mundo.
Studio Mix Esportes
Rádio Studio Mix Esportes
Studio MIX Esportes RW3R
Parceiros Comerciais:
Proart Marketing e Vendas
Corote
Dipebor
Aapecan Santa Cruz Do Sul
DGP - Assessoria em Gestão Pública ( Daniel Gomes Pereira)
Super Camponês
Cervejaria Reisen Bier
Banca da Serra Armazém
Nando Barth - Assistência em Informática
Bah 3D Tecnologia